Ontem deixou sua casa e saiu pelo mundo
De coração lá no fundo eu não entendi
Tudo o que fiz, o que ele quis
Meus braços abertos ficaram
E ainda estão assim
E vão continuar
Até um dia vê-lo regressar

Posso pensar no que o mundo lhe tem preparado
Sei privações tem passado e tudo por quê?
Falsos amigos por aí
Conselhos vazios mas cheios
De palavras vãs
Que grande ilusão
Mentiram ao seu jovem coração

Mas nunca é tarde não
Sai da escuridão
Há novo dia
Nova manhã
A mesma casa tem
Portas abertas
Pessoas certas
Amigos e irmãos

Parece sonho, mas nem a distância me engana
O coração de quem ama não pode esquecer
Seus passos fracos, tropeções
Seus olhos rebrilham e choram
Pai, eu sei que errei
Mas vim para acertar
Permita-me de novo aqui ficar

Pai, só lamento que onde passei via muitos
Filhos sem rumo, sem teto e carentes de amor
Que o Senhor lhes dê a mão
Lhes mostre de novo o caminho
Para um renascer
Um novo proceder
Na mais perfeita e bela comunhão
Composta por: Paulo Cezar da Silva