Um coração que não se comoveu, não se partiu
Do céu caiu, se apagou
O que era doce se amargou
O vírus que contaminou, minou esperanças
Gerou guerras
Espetou corações em ponta de lanças
Incitou crianças, mas tenha esperança
A Deus só pertence a vingança
Ao meu Deus pertence a vingança
O amor vence o ódio
E isso pra mim já é mais que óbvio
O amor vence o ódio
E isso pra mim já é mais que óbvio
Por que é assim?
Não era assim que tinha que ser
Sofro eu, sofre ela, sofre você
A dor não é nada agradável de se ter
Deus nos preparou algo bom e optamos pelo que era ruim
Nossa culpa nos perseguirá até o fim
Nossa consciência nos consumirá
Até quando durará a incerteza
De não sabermos se amanhã o Sol se erguerá
Quando mais precisarmos dela será que a chuva cairá?
Mas um dia certamente você cairá
E quem irá te amparar?
Quando você se afligir e gritar, quem te socorrerá?
Quando a morte chamar, quem vai querer estar lá
Seres mais evoluídos traíram e caíram
Seres menos evoluídos foram amados e cuspiram na promessa da vida melhor
Somos nós os tolos que sorriem para o pior
Vi balas atravessando corpos e fazendo-os voltar ao pó
Vejo gente inalando o pó, ficando só o pó
Tornados fazem órfãos e sopram casas como se fossem pó
E ninguém sente dó
É necessário a busca por algo que preste
Alguma vacina que anule a peste
É necessário se despojar desses trajes e usar outras vestes
Estamos prestes a sucumbir