Também lamentou quando o navio zarpou e viu que o Brasil seria lugar de dor
Porque logo percebeu o que o europeu iria fazer com ele, gegês e malês
Depois como é que ficou? Tá claro que mais bagunçou
A mente fraca polarizou, ninguém aqui sente saudades
Dos racistas, misóginos, homofóbicos, raças de covardes
Matavam menos que na atualidade? Não
Também tinham veneno, mas chamavam de costumes
Também eram ruins e eu sinto ciúmes
Da época em que cantores cantavam sem precisar de autotune
Cabeças brilhantes iluminaram a humanidade
Mas chegou a era do obscurantismo travestido de verdade
Depois dos 5G, como é que vai ser?
O fim está por vir, robôs dirigindo por mim
Drones entregando aquilo que eu nem pedi
Com licença, Alexa, preciso sair
Com licença, Alexa, preciso sair
Cérebro, coração e ombros
Tudo perdido dentro de escombros
Cérebro, coração e ombros
Tudo perdido dentro de escombros
Aplicativos e cartões de crédito
Estamos sempre em débito
Estamos sempre em débito
Essa rede que devora gente é uma calúnia
Aranha que suga e deixa seco que nem múmia
Oco
Seco que nem múmia, oco, oco
Seco que nem múmia, oco
Cérebro, coração e ombros
Tudo perdido dentro de escombros