Não preciso de licença
Mesmo na sua presença
Eu agora vou falar
Pois quem manda aqui sou eu
Desde sempre eu sou Deus
Vou por ordem no altar
Minha igreja foi firmada
Com meu sangue foi comprada
Não é posse de ninguém
Quem você pensa que é?
Consagrando quem quiser
E que mandar aqui também
Distorcendo a verdade
Quando exijo santidade
Não é qualquer um que tem
Abra bem os seus ouvidos vou falar
Quero obreiro convertido no altar
Pois convencido não serve
Água morna que não ferve
Estou quase a vomitar
Lembra bem de Laodiceia tempo atrás
É exemplo de que isso não se faz
Realizo a minha obra
Sem usar resto nem sobra
Tem que ser alguém capaz
Eu contemplo vossas brigas
Suas guerras e intrigas
Em muitas reuniões
Me convidam para entrar
Mas não encontro lugar
Mesmo em vossas conversões